Projetos Educacionais - 2008
Projeto Maricultura

Projeto Maricultura

Até que enfim! O Projeto Maricultura começou. E começou bem!  No mês de maio fomos, Profªs. Lúcia Fraga, Flávia Gonzaga e Carla Beatriz Barbosa, até Angra dos Reis, quando pudemos experimentar a hospitalidade do pessoal do IED/BIG – Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande, onde se localiza o Projeto Pomar voltado para o cultivo de “sementes” de moluscos, dirigido pelo Engº José Luiz Zaganelli e desenvolvido por sua equipe de pesquisadores. Não só conhecemos o laboratório, o processo e as etapas de criação de vieiras, como também degustamos a fina iguaria e recebemos de presente 3.000 sementes do molusco, para darmos início aos nossos estudos.

A partir desse ano – 2007 – o terceiro ano do Ensino Fundamental da Cooperativa Educacional de Ubatuba estudará vieiras ou “coquille  Saint-Jacques”, como também é conhecido esse molusco bivalve, numa parceria com o Instituto de Pesca -  Base de Ubatuba e o Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande, situado em  Angra dos Reis – RJ.
O Projeto Maricultura tem como finalidade apresentar aos alunos o processo de desenvolvimento de uma pesquisa científica, propiciando-lhes vivenciar, experimentalmente, uma alternativa econômica para a população da comunidade local.

 

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PROJETO: MARICULTURA – CULTIVO DE VIEIRAS
RESPONSÁVEIS: FLÁVIA GONZAGA E ALEXANDRA SUZANO
PÚBLICO ALVO: 3º E 4º ANO ENSNO FUNDAMENTAL
PARCERIAS: INSTITUTO DE ECODESENVOLVIMENTO DA ILHA GRANDE/RJ; INSTITUTO DE PESCA – SECRETARIA ESTADUAL DE AGRICULTURA E ABASTECIMENTO, BASE UBATUBA/SP; INSTITUTO ARGONAUTA PARA CONSERVAÇÃO COSTEIRA E MARINHA – UBATUBA/SP
COLABORAÇÃO: CARLA BEATRIZ BARBOSA E PRISCILA DAVIOLI (PROFESSORAS DE CIÊNCIAS) E MARCELO B. CARLUCCI (PROFESSOR DE INFORMÁTICA)
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA: LÚCIA FRAGA
DIREÇÃO ESCOLAR: SÔNIA BERGAMASCHI

 Objetivo Geral:
Apresentar aos alunos do 3º e 4º ano as etapas do desenvolvimento de uma pesquisa científica através dos estudos do cultivo de moluscos bivalves da família pectinidae (Vieiras) da espécie Nodipecten nodosus, nativa da costa brasileira, proporcionando-lhes a experiência de uma alternativa econômica, que tem relação direta com as atividades pesqueiras típicas da região.

Objetivos específicos:

  • Promover a formação científica,
  • Promover a interação dos alunos com o ambiente
  • Ampliar a visão dos alunos sobre a organização do ambiente
  • Reconhecer a biologia da Vieiras
  • Reconhecer a ecologia da população de Vieiras
  • Conhecer os processos de maricultura e suas influências na comunidade local

Justificativa
Ubatuba é uma cidade litorânea intimamente ligada às atividades pesqueiras como fontes de renda e recursos. A investigação cientifica é uma das ferramentas mais utilizadas para se conhecer ou descobrir novos caminhos.
Os alunos do 3º e 4º anos muitas vezes desconhecem a diversidade destas atividades em sua cidade, aproveitando a curiosidade natural dos alunos e as ferramentas disponíveis no município é possível trabalhar com a natureza e aos objetos e equipamentos tecnológicos com os quais a criança convive, ou pode vir a conviver.
A utilização de atividades variadas permite que os alunos possam entrar em contato com muitos temas ligados à aprendizagem científica e tecnológica, ajudando o estudante a compreender melhor o mundo em que vive.
Participar de todas as etapas do desenvolvimento de uma pesquisa permite o envolvimento ativo da turma no tema, proporcionando a ampliação e a modificação do que os estudantes já sabem a respeito de variados conceitos. É uma forma de aprendizagem dos procedimentos científicos, tais como a observação de fenômenos, a coleta, a seleção e a organização de informações, e é também importante para que ele incorpore valores éticos.
A escolha das Vieiras (Nodipecten nodosus) é importante tendo em vista que são moluscos altamente explorados, de grande valor comercial. Também conhecidas como “concha da shell” ou Coquile Saint Jacques, as vieiras são encontradas naturalmente na maioria das ilhas costeiras, são consideradas raras e indicadores de poluição.
O Instituto de Ecodesenvolvimento de Ilha Grande (Rio de Janeiro) há tempos vêem alertando a comunidade científica e de pescadores que populações nativas de vieiras têm sido dizimadas. O que evidencia a necessidade do cultivo integral da vieira, o que compreende várias etapas: obtenção de maturação e reprodutores, desova, larvicultura, assentamento e metamorfose, cultivo berçário, cultivo intermediário e cultivo final ou engorda.
Demonstrando, desta forma, aos alunos participantes uma alternativa econômica e de grande importância ambiental.
O projeto também tem grande importância pedagógica por propiciar momentos em grupo que estimulem o comportamento adequado, a participação e a cooperação.
Desenvolvendo habilidades e competências, como: saber expor suas idéias e dúvidas oportunamente; ouvir; observar; respeitar e aprender e sensibilizar sobre a importância de cada indivíduo na preservação do Meio Ambiente.

Metodologia:

O projeto utilizará tanto aulas teóricas quanto experiências concretas, além de discutir as relações do homem com a natureza e também contribuir para a formação de pessoas conscientes e autônomas.
Partindo das idéias e conhecimentos trazidos pelos alunos e apresentando as metodologias adotadas, os alunos pesquisam o grupo Moluscos e suas divisões com características próprias.
Para início do projeto 3000 sementes de vieiras foram doadas pelo IEDBIG (Instituto de Eco-Desenvolvimento da Baía da Ilha Grande), e colocadas em lanternas próprias na área de pesquisa do Instituto de Pesca – Base Ubatuba, da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.
A partir do embasamento teórico seguem visitas mensais à base do Instituto de Pesca, com o apoio de um técnico do Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha que obedecerão as seguintes etapas:
. Apresentação da estrutura do Instituto de pesca;
. Apresentação das pesquisas desenvolvidas na entidade;
. Visita à fazenda marinha;
. Reconhecimento das vieiras e artefatos de cultivo;
. Acompanhamento mensal do crescimento das vieiras;
. Limpeza mensal dos animais, através de escovação;
. Observação e reconhecimento mensal da fauna acompanhante;
. Relatório ao fim de cada etapa
. Produção de um livro e,
. Culinária

Os métodos de participação ativa dos estudantes acabam por diversificar as aulas que se poderão se desenvolver em diferentes ambientes: laboratório, para analise de amostras coletadas; biblioteca, para levantar informações sobre o assunto pesquisado. Entre outras possibilidades que permitirão ao aluno no fim do processo saber coletar informações, organizá-las de modo coerente e apresentá-las de maneira confiável e convincente.

Material
. 3000 Sementes de vieiras
. 8 Lanternas japonesas (variação de 4 a 30mm para replique)
. cordas
. bóias
. poita
. bandejas
. baldes
. barco

Para as visitas será necessário:
. 1 escova de dentes
. 1 avental
. 1 régua
. 1 Prancheta
. Lápis e borracha
. Papel sulfite

Cronograma

 

FEV

MAR

ABR

MAIO

JUN

AGO

SET

OUT

NOV

Apresentação

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Pesquisa

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Visita Fazenda Marinha

 

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Observação do Crescimento

 

 

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Limpeza dos indivíduos

 

 

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Observação da fauna

 

 

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Produção do livro

 

 

 

 

 

 

 

 

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Culinária

 

 

 

 

 

 

 

 

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Bibliografia Consultada

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vieira_28molusco29  acesso em 19 de fevereiro de 2008.
http://www.iedbig.com.br/portugues.htm acesso em 19 de fevereiro de 2008.
http://novaescola.abril.com.br/index.htm?PCNs/pcn_indice acesso em 19 de fevereiro de 2008.

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